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Rio, 25 de julho de 2005 Versão impressa
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Elis Monteiro

Somados, iBest e iG são responsáveis por 60% da minutagem de internet discada em todo território nacional, o que corresponde a 20% do tráfego telefônico geral do Brasil. Partindo-se do pressuposto de que mais de 80% dos internautas brasileiros ainda usam conexão dial-up (discada), não é pouca coisa, não. Tem mais: enquanto o tempo médio de uma chamada de voz não passa de dois minutos, o tempo médio de conexão de um usuário de internet gratuita chega a 40 minutos. Está em números como estes a resposta perfeita para aquela desconfiada pergunta “afinal, quem é que ganha (além do usuário, claro) com a internet gratuita”?

Responsáveis por 20% do tráfego telefônico de todo o país, ligações internet tornaram-se um negócio da China para as companhias telefônicas que, de olho nos pulsos, são as principais responsáveis pelo excepcional crescimento da oferta de serviços de acesso gratuito nos últimos anos. Alguém aí se lembra quando o iG era a única opção e, mesmo assim, só dava ocupado?

Além de iBest e iG, há hoje, ligadas a grandes operadoras, InteligWeb (Intelig), Click 21 (Embratel) e Oi Internet (Telemar), além de provedores ditos independentes como Orolix e Dollar.com.br, dentre outros. No caso dos provedores ligados às operadoras, a resposta para a questão “o que eles ganham oferecendo serviço de graça” é simples e direta: eles geram tráfego telefônico. Já para o segundo caso, ou seja, os provedores “independentes”, a resposta é a mesma: eles são pagos pelas operadoras para gerar tráfego. De quebra, ainda lucram com publicidade.

Além disso, alguns dos provedores pagam os usuários por sua navegação, seja com dinheiro em espécie e/ou prêmios. O que estes ganham?

— As operadoras nos pagam pelo tráfego gerado. Quanto mais gente entra no nosso provedor, mais a gente ganha, claro — diz Lupércio Amaral Júnior, diretor do Dollar.com.br. — A diferença do nosso provedor é que 50% do que a gente ganha a gente divide com os usuários.

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