Somados, iBest e iG são
responsáveis por 60% da minutagem de internet discada em
todo território nacional, o que corresponde a 20% do
tráfego telefônico geral do Brasil. Partindo-se do
pressuposto de que mais de 80% dos internautas
brasileiros ainda usam conexão dial-up (discada), não é
pouca coisa, não. Tem mais: enquanto o tempo médio de
uma chamada de voz não passa de dois minutos, o tempo
médio de conexão de um usuário de internet gratuita
chega a 40 minutos. Está em números como estes a
resposta perfeita para aquela desconfiada pergunta
“afinal, quem é que ganha (além do usuário, claro) com a
internet gratuita”?
Responsáveis por 20% do
tráfego telefônico de todo o país, ligações internet
tornaram-se um negócio da China para as companhias
telefônicas que, de olho nos pulsos, são as principais
responsáveis pelo excepcional crescimento da oferta de
serviços de acesso gratuito nos últimos anos. Alguém aí
se lembra quando o iG era a única opção e, mesmo assim,
só dava ocupado?
Além de iBest e iG, há hoje,
ligadas a grandes operadoras, InteligWeb (Intelig),
Click 21 (Embratel) e Oi Internet (Telemar), além de
provedores ditos independentes como Orolix e
Dollar.com.br, dentre outros. No caso dos provedores
ligados às operadoras, a resposta para a questão “o que
eles ganham oferecendo serviço de graça” é simples e
direta: eles geram tráfego telefônico. Já para o segundo
caso, ou seja, os provedores “independentes”, a resposta
é a mesma: eles são pagos pelas operadoras para gerar
tráfego. De quebra, ainda lucram com publicidade.
Além disso, alguns dos provedores pagam os
usuários por sua navegação, seja com dinheiro em espécie
e/ou prêmios. O que estes ganham?
— As
operadoras nos pagam pelo tráfego gerado. Quanto mais
gente entra no nosso provedor, mais a gente ganha, claro
— diz Lupércio Amaral Júnior, diretor do Dollar.com.br.
— A diferença do nosso provedor é que 50% do que a gente
ganha a gente divide com os usuários.